29/05/26 às 00h
Atualizado em 29/05/26 às 20h24
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As lembranças das enchentes que atingiram Tijucas nos últimos anos ainda seguem vivas na memória de muitos moradores. Ruas alagadas, famílias ilhadas, prejuízos no comércio e bairros inteiros tomados pela água fazem parte de uma realidade que preocupa a população sempre que a previsão aponta grandes volumes de chuva.
Agora, a cidade vive a expectativa pelo avanço de uma das obras mais aguardadas das últimas décadas: a dragagem da Boca da Barra do Rio Tijucas e a construção dos molhes, considerados fundamentais para melhorar o escoamento da água e reduzir os riscos de enchentes no município.
A Prefeitura de Tijucas intensificou recentemente uma série de ações preventivas diante da previsão de um novo período de El Niño no segundo semestre de 2026. Entre as medidas já em andamento estão limpeza de valas, novas drenagens, desassoreamento de rios e preparação da Defesa Civil para possíveis ocorrências climáticas.
Segundo a administração municipal, o principal problema atualmente é o forte assoreamento da foz do Rio Tijucas, situação que dificulta o fluxo natural da água durante períodos de chuva intensa.
A última grande dragagem da Boca da Barra aconteceu em 2003, há mais de duas décadas. Desde então, a cidade cresceu, o número de loteamentos aumentou e o volume de água que desce da bacia do Rio Tijucas segue pressionando a estrutura urbana do município.
O projeto em andamento prevê investimento superior a R$ 55 milhões e inclui a dragagem do canal, além da construção dos molhes Norte e Sul. A prefeitura aguarda a liberação da Licença Ambiental de Instalação (LAI), considerada a última etapa antes do início efetivo das obras.
Além da dragagem do Rio Tijucas, o município também recebeu recursos para o desassoreamento dos rios Santa Luzia e Itinga, considerados pontos importantes para reduzir alagamentos em diversos bairros da cidade.
Enquanto isso, moradores seguem atentos e apreensivos. Nas redes sociais e em comunidades da região, o medo de novas enchentes volta a ganhar força sempre que há alerta de temporais ou previsão de fenômenos climáticos mais intensos.
Especialistas apontam que, além das obras estruturais, o crescimento acelerado da cidade e a impermeabilização do solo também aumentam os desafios para o sistema de drenagem urbana.
Para muitos moradores, a esperança é que as obras finalmente saiam do papel antes da chegada de um novo ciclo de chuvas fortes no Vale do Rio Tijucas.
Fonte: Topelegance
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