Problemas de memória: quando é normal esquecer e quando é hora de procurar ajuda

16/02/26 às 00h
Atualizado em 16/02/26 às 18h25
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Por Rogério de Souza (Neuropsicopedagogo)

Esquecer onde colocou as chaves, não lembrar o nome de alguém na hora ou precisar reler uma mensagem para entender melhor são situações comuns no dia a dia. No entanto, especialistas alertam que alguns sinais de falhas de memória podem indicar a necessidade de avaliação médica.

A memória pode ser afetada por fatores como estresse, ansiedade, privação de sono, excesso de informações e até uso prolongado de telas. Em muitos casos, as falhas são pontuais e reversíveis com mudanças no estilo de vida. Porém, quando os esquecimentos se tornam frequentes e passam a interferir na rotina, é importante investigar.

Sinais que merecem atenção

Entre os principais indícios de que algo pode não estar bem estão:

Esquecer compromissos importantes com frequência

Repetir as mesmas perguntas várias vezes

Dificuldade para acompanhar conversas ou histórias

Perder-se em trajetos conhecidos

Trocar nomes de pessoas muito próximas com frequência incomum

Dificuldade para realizar tarefas habituais, como pagar contas ou usar o celular

Em idosos, esses sinais podem estar relacionados a quadros como o Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) ou até doenças neurodegenerativas, como o Doença de Alzheimer. Já em adultos mais jovens, causas como depressão, ansiedade, deficiência de vitaminas (como B12) e alterações hormonais também podem impactar a memória.

Quando é normal esquecer?

Pequenos lapsos ocasionais, especialmente em períodos de estresse ou cansaço, costumam ser considerados normais. Por exemplo, entrar em um cômodo e esquecer o que foi fazer, mas lembrar minutos depois, geralmente não indica um problema grave.

A diferença está na frequência, intensidade e no impacto na vida cotidiana. Se os esquecimentos começam a comprometer o trabalho, os estudos ou a convivência social, o ideal é procurar um médico para avaliação.

Exercitar o cérebro ajuda?

Sim. Assim como o corpo, o cérebro também precisa de estímulos. Algumas atitudes que ajudam a preservar a memória incluem:

Praticar atividade física regularmente

Manter uma alimentação equilibrada

Dormir bem

Ler, estudar e aprender coisas novas

Fazer jogos de raciocínio e memória

Manter interação social ativa

Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é fundamental em casos de doenças cognitivas, pois permite iniciar tratamento e estratégias de acompanhamento mais cedo, melhorando a qualidade de vida.

Em caso de dúvida, buscar orientação médica é sempre a melhor decisão. A saúde da memória faz parte do bem-estar geral e merece atenção

Fonte: galeramix.com.br

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