04/11/26 às 00h
Atualizado em 04/11/26 às 20h32
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Foto: Reprodução
Temporais afetaram 1.438 residências, deixaram cinco pessoas desalojadas e levaram quatro cidades a decretar emergência
A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou dois tornados no Oeste do Estado nesta quarta-feira (4), durante a passagem de uma forte tempestade. O fenômeno atingiu Chapecó e Xanxerê e provocou danos em diferentes pontos dos municípios. Além disso, o balanço estadual aponta que as chuvas, os vendavais e o granizo atingiram 58 cidades desde domingo (1º), afetaram 1.438 residências e deixaram cinco pessoas desalojadas.
Diante da situação, Anita Garibaldi, Fraiburgo, Paraíso e Zortéa decretaram situação de emergência. Enquanto isso, a Defesa Civil mobiliza equipes para avaliar os prejuízos e distribuir itens de assistência humanitária às famílias atingidas.
Defesa Civil confirma tornados em Chapecó e Xanxerê
A Defesa Civil identificou o primeiro tornado em Chapecó por volta das 10h30 desta quarta-feira. A equipe técnica analisou imagens de diferentes produtos do radar meteorológico e encontrou sinais de circulação rotativa dos ventos dentro de tempestades intensas.
Na cidade, a estação meteorológica da Defesa Civil registrou rajadas de 93 km/h. Já uma estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), instalada em outro ponto do município, marcou ventos de até 126 km/h.
Cerca de 18 minutos depois, por volta das 10h48, o radar também identificou características típicas de tornado em Xanxerê. No município, a estação da Defesa Civil registrou rajadas de 80 km/h, mas os ventos podem ter alcançado velocidades maiores.
Segundo o meteorologista-chefe da Defesa Civil, Felipe Theodorovitz, o órgão emitiu avisos de temporais 15 minutos antes das ocorrências nas duas cidades.
O especialista orienta a população a procurar abrigo em locais fechados, preferencialmente em cômodos internos e longe de janelas. Além disso, recomenda evitar veículos e construções frágeis durante a passagem de tempestades severas.
A Defesa Civil também pretende utilizar drones para avaliar a extensão dos danos assim que as condições meteorológicas permitirem. Paralelamente, os técnicos analisam imagens de radar, registros das estações meteorológicas e relatos de outras regiões para verificar a possível ocorrência de novos fenômenos.
Quatro cidades decretam situação de emergência
Desde domingo (1º), a sequência de temporais provocou estragos em 58 municípios, distribuídos por 14 regionais da Defesa Civil. Além das ocorrências de vendaval e granizo, as cidades registraram alagamentos, destelhamentos e quedas de árvores.
Em Fraiburgo, no Meio-Oeste, o vendaval acompanhado de granizo derrubou árvores, postes e estruturas metálicas. A queda de árvores e outros materiais também comprometeu vias públicas, enquanto grande parte do município ficou sem energia elétrica.
O município contabiliza 891 residências afetadas, o maior número entre as cidades que decretaram emergência. A Defesa Civil abriu um abrigo preventivo, entregou 21 rolos de lona e iniciou a distribuição de 15.200 itens de assistência humanitária.
Já em Paraíso, no Extremo-Oeste, a tempestade atingiu áreas urbanas e rurais. A chuva intensa e os ventos destelharam imóveis públicos e particulares, derrubaram árvores e bloquearam 16 vias. Além disso, o temporal interrompeu o fornecimento de energia elétrica.
Ao todo, 130 residências sofreram danos. A Defesa Civil já distribuiu lonas e iniciou a entrega de outros 2.482 itens de assistência humanitária.
Na Serra catarinense, Anita Garibaldi também registrou prejuízos. A queda de granizo na terça-feira (3) danificou o hospital, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e escolas. Por causa dos estragos, duas unidades de ensino suspenderam as aulas.
A cidade contabiliza 70 residências afetadas. As equipes também distribuíram lonas para ajudar as famílias a proteger os imóveis.
Enquanto isso, em Zortéa, a chuva forte, o granizo e os vendavais provocaram enxurradas e alagamentos na região central. Um galpão sofreu destelhamento e cinco residências registraram danos.
Temporais atingem 58 municípios catarinenses
Além das quatro cidades que decretaram emergência, outras 54 registraram ocorrências relacionadas à sequência de tempestades.
O levantamento da Defesa Civil inclui municípios como Chapecó, Xanxerê, Lages, Rio do Sul, Monte Castelo, Pouso Redondo, Descanso, Guaraciaba, Barra Bonita, São João do Oeste, Abelardo Luz, Anchieta, Iporã do Oeste e Zortéa.
Até a divulgação do balanço, as coordenadorias municipais e regionais continuavam levantando os prejuízos. Por isso, os números de cidades e residências afetadas ainda podem aumentar.
No total, a Defesa Civil contabilizou 1.438 habitações danificadas e cinco pessoas desalojadas. Diante dos impactos, o governo estadual começou a distribuir telhas, cumeeiras, colchões e outros materiais para atender as famílias.
Alerta vermelho segue em SC nesta quarta-feira
A Defesa Civil mantém o alerta vermelho para tempestades severas até a noite desta quarta-feira (4). A previsão indica condições favoráveis para chuva intensa, raios, rajadas de vento e queda de granizo em diferentes regiões do Estado.
Na quinta-feira (5), a instabilidade ainda deve atingir o Norte catarinense entre a madrugada e o início da manhã. No entanto, a previsão indica melhora do tempo a partir da tarde.
A trégua pode durar pouco. Segundo a Defesa Civil, uma nova frente fria deve avançar sobre Santa Catarina a partir da noite de sexta-feira (6), com possibilidade de novos temporais durante o fim de semana.
Defesa Civil orienta população a evitar áreas de risco
Diante da sequência de tempestades, a Defesa Civil reforça algumas medidas de segurança. Durante chuvas intensas, os moradores não devem atravessar ruas alagadas, seja a pé ou de carro. Isso porque a água pode esconder buracos e apresentar correnteza suficiente para arrastar pessoas e veículos.
Durante vendavais, a recomendação é procurar abrigo em locais fechados e seguros, longe de janelas, portas de vidro e estruturas frágeis. Além disso, ninguém deve permanecer próximo de árvores, postes, placas ou telhados durante as rajadas.
As autoridades também alertam para o risco de deslizamentos, principalmente em encostas e áreas de risco mapeadas. O solo encharcado pode perder estabilidade e provocar movimentações de terra.
Entre os sinais de perigo estão rachaduras em paredes e pavimentos, árvores e postes inclinados e ruídos incomuns próximos a encostas. Ao identificar esses sinais, os moradores devem deixar o local e acionar os órgãos responsáveis.
Em caso de emergência, a população pode ligar para a Defesa Civil pelo telefone 199 ou para o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Fonte: Guararema News
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