24/10/26 às 00h
Atualizado em 24/10/26 às 20h29
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A morte da enfermeira brasileira Amanda Marinho Nascimento, durante a lua de mel em Portugal, chamou a atenção para os riscos da alergia alimentar. Segundo familiares, ela tinha alergia a frutos do mar e passou mal após almoçar em um restaurante. O caso reforça a importância de reconhecer os sinais de uma reação grave e agir rapidamente.
De acordo com o relato da família, Amanda teria entendido que o prato servido continha peixe, após perguntar aos funcionários sobre os ingredientes. Cerca de duas horas depois da refeição, enquanto passeava com o marido, ela apresentou uma reação e morreu na quarta-feira (21).
Como a alergia a camarão pode ser fatal?
A alergia ocorre quando o sistema imunológico identifica proteínas do camarão como uma ameaça e desencadeia uma reação. Nos casos graves, o organismo libera substâncias que podem provocar queda brusca da pressão arterial, dificuldade para respirar e inchaço da garganta.
Essa reação, chamada anafilaxia, pode comprometer a circulação sanguínea e levar à parada cardiorrespiratória em poucos minutos.
Além disso, pequenas quantidades do alimento podem desencadear uma reação grave em pessoas alérgicas. O chamado contato cruzado também oferece riscos, por exemplo, quando restaurantes usam os mesmos utensílios, chapas ou óleos para preparar diferentes alimentos.
Quais são os sinais de alerta?
Os sintomas podem aparecer poucos minutos após a ingestão e, em alguns casos, até duas horas depois. Entre os principais sinais de uma reação grave estão:
Dificuldade para respirar ou tosse persistente.
Voz rouca ou sensação de garganta fechando.
Inchaço da língua.
Tontura intensa, fraqueza ou desmaio.
Vômitos repetidos, principalmente quando acompanhados de outros sintomas.
A anafilaxia também pode ocorrer sem manchas ou coceira na pele. Portanto, a ausência desses sinais não descarta uma emergência.
O que fazer durante uma reação grave?
A adrenalina é o principal medicamento para tratar a anafilaxia. Quando a pessoa tem o medicamento prescrito e disponível, deve utilizá-lo imediatamente diante de sinais de reação grave e acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192.
Mesmo que os sintomas melhorem após a aplicação, a pessoa precisa receber avaliação médica de emergência. Antialérgicos e corticoides não substituem a adrenalina no tratamento da anafilaxia.
Como prevenir uma reação alérgica?
Pessoas com alergia confirmada devem informar a condição aos restaurantes e perguntar não apenas sobre os ingredientes, mas também sobre os métodos de preparo. É importante verificar se a equipe utiliza utensílios, superfícies e óleo compartilhados com alimentos que contenham camarão.
Além disso, o acompanhamento com um alergista ajuda a confirmar o diagnóstico, identificar os alimentos que oferecem riscos e definir um plano de emergência. Ter acesso à adrenalina, quando indicada pelo médico, também pode salvar vidas.
Uma pessoa pode desenvolver alergia a camarão mesmo após consumi-lo durante anos sem apresentar sintomas. Por isso, especialistas recomendam atenção aos sinais do organismo e atendimento imediato diante de suspeita de anafilaxia.
FONTE: GUARAREMA NEWS
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