Adolescente ameaça monitora, atira pedra e confusão em ônibus escolar termina com motorista ferido em Canelinha

19/06/26 às 00h
Atualizado em 20/06/26 às 18h48
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Uma confusão envolvendo um adolescente de 15 anos e familiares dele após a saída da Escola Bartolomeu, em Canelinha, deixou crianças assustadas e terminou com um motorista ferido na tarde de quinta-feira (18), na localidade da Cuba no bairro Moura.
Segundo relato da monitora do transporte escolar à Polícia Militar, o desentendimento começou ainda dentro do ônibus, após ela repreender o estudante por utilizar um desodorante aerossol no interior do veículo, prática proibida devido ao ambiente fechado e à presença de diversas crianças pequenas.
Conforme o boletim de ocorrência, o adolescente teria reagido com xingamentos e ameaças. Ao desembarcar, ele teria pego uma pedra e partido em direção à monitora. O motorista do ônibus tentou impedir a agressão, mas acabou sendo atingido na mão por uma pedra que caiu após segurar o menino.

Ainda de acordo com a monitora, a mãe e uma irmã do adolescente teriam se aproximado do ônibus e tentado agredi-la, sendo contidas por pessoas que estavam no local. No momento da confusão, várias crianças, algumas com apenas cinco anos de idade, permaneciam dentro do veículo e ficaram chorando assustadas com a situação. Uma professora também presenciou os fatos.

A monitora relatou à PM que recebeu ameaças e foi ofendida com palavras de baixo calão. Segundo ela, o adolescente teria afirmado que faria com que ela perdesse o emprego e que iria procurá-la em sua residência.

Na manhã seguinte, conforme o relato, uma familiar do adolescente voltou a procurá-la na escola, onde uma nova discussão teria ocorrido. Um guarda que estava no local precisou intervir para evitar que a situação se agravasse.

Um boletim de ocorrência foi registrado pela Polícia Militar, que classificou o caso como crime contra a pessoa. O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

O episódio gerou preocupação entre pais e responsáveis, principalmente pelo risco ao qual foram expostas as crianças que estavam no interior do ônibus escolar durante a confusão.

Fonte: Olhovivocan

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